A origem do violão

Há duas hipóteses prováveis sobre a origem desse instrumento musical. Uma delas é a de que o violão tenha sido derivado do Alaúde Caudeu-Assírio que os Egípcios, os Pérsas e os Árabes levaram junto para a Espanha; a outra hipótese é de que o violão sofreu diversas transformações e adaptações a partir de um instrumento grego denominado Kethara Grega ou Assíria ( que foi a precursora da Cítara ou Fidicula Romana), da Rotta ou Crotta medieval inglesa e, finalmente, da Vihuela que surgiu na Espanha no século XVI.
Quando os Árabes chegaram à Espanha com seus Alaúdes, provavelmente teriam encontrado lá a vihuela.
Ao analisarmos as cantigas de Santa Maria, do Rei Afonso X, denominado el Sábio Rei de Castela no período de 1221-1284, vemos que aparecem ilustrações de dois tipos diferentes de guitarra, uma oval com a incrustrações e desenhos Árabes, tocada por um músico Mouro, o que seria a guitarra mourisca, e outra na forma do número oito com incrustações laterais, tocada por um músico de feições Romanas, que seria a guitarra latina ou o precursor do violão.
No século XIV, Guillaume de Machault cita em suas obras a guitarra mourisca com quatro coros de cordas, era usada para acompanhar cantos e danças populares, enquanto que a guitarra latina a vihuela, pertencia ao músico culto da corte.
A vihuela tinha três denominações distintas: vihuela de mano ( nada diferente do violão atual ), vihuela de arco e vihuela de plectro.
A vihuela de mano constava de cinco cordas duplas mas a primeira que era simples. Os vihuelistas alem de precursores dos guitarristas do céculo XVII, criaram também métodos e formas musicais que serviram de base para toda a música instrumental que viria depois.
Devido a busca de novos recursos e maior intensidade sonora a vihuela veio a desaparecer. O povo, porém fiél à guitarra continua descobrindo novos caminhos para ela, utilizando inicialmente para os rasgueados e acompanhamento do canto. Por ser muito usada na Espanha, a guitarra passa a ser conhecida nos demais países como Guitarra Espanhola, sendo que seu período de triunfo ocorrera no século XVII.




Partes que definem o som e a pegada de uma guitarra

Guitarristas tem muitas dúvidas sobre os componentes da guitarra e a forma como eles moldam a sonoridade final do instrumento.
Madeiras para corpo, braço e escala, tipo de encaixe braço/corpo, captadores e seus imãs, cordas, angulação de headstodk,tensores, ferragens...Tudo isso influencia na sonoridade e pegada de um instrumento. Esta postagem aborda os pontos principais da construção de uma guitarra e serve como um valioso guia prático na hora de escolher ou modificar uma.

Tipos de corpo
Sólido: Feito de madeira sólida, sem câmaras internas. 
Semi-sólido: A construção é iniciada com o corpo sólido e terminada com partes escavadas, colocadas no final do processo. 
Semi acústico:  Sua concepção parte da estrutura acústica. O corpo em geral, é mais fino do que nas guitarras acústicas e conta com um sistema de bloco central ou uma estrutura de sustentação inerna para possibilitar o uso de pontes fixas no top do instrumento. As semi-acústicas podem ser feitas com tampos sólidos ou laminados.O timbre mistura o brilho do acústico com o peso do sólido.
Acústico: Não se coloca nenhum bloco central, portanto não é posível fixar pontes no tampo apenas cordais e pontes ajustáveis.A estrutura interna é feita por tiras de sustentação no top e na traseira do instrumento. Essas guitarras são mais "gordas" do que as semi-acústicas e podem ter o tampo laminado ou sólido. A sonoridade, em geral, é mais grave o encorpada.

Madeiras para corpo ou braço
Mogno: Madeira nobre muito utilizada pela Guibson e outros fabricantes como Paul Reed Smitn e Guid. É encontrada no Brasil e tem um som gordo, bem encorpado, privilegiando os graves. Oferece boa sustentação.  
Maple: Uma das madeiras mais utilizadas no mercado mundial. Possui alta densidade e sonoridade aguda cortante. O hard maple é predominante em braços, enquanto o soft maple mais usado nos corpos apresenta vários tipos de figuração:"tigrado"(flamed maple), "retalhado"(quilted maple) e "olho de passarinho"(bird's eve) entre outros. 

Madeiras brasileiras para braço
Pau-Marfim: Parecida com o maple, é muito utilizada na fabricação de braços pelos fabricantes no Brasil. Tem alta densidade, na sua retratibilidade depende muito de estar bem seca e cortada de forma correta.  
Grumixava: Com seus veios destacados, assemelha-se ao maple. Tem boa sonoridade de agudos e balanço tonal claro e definido. 
 
Madeiras para corpo
ASH E SWAMP ASH : Madeira de média densidade muito utilizada pela Fender nas primeiras Teles (1952) e Stratos (1954). É usada hoje em dia nas reedições e modelos custom shop da Fender. Sua sonoridade é de agudos bem definidos, brilhos e ataque bluseiro. 
ALDER: Utilizada pela Fender a paratir de 1956, direre do ash no visual (mais singelo). Os agudos são mais comportados e o timbre é bem equilibrado 
SEN: Madeira com visual semelhante ao ash.É muito utilizada em guitarras sciáticas. Encontrada em grande escala na China é uma das madeiras mais usadas em modelos de baixo e médio custo. Tem uma sonoridade aguda, mas sem muito ataque. 


BASSWOOD: Madeira de baixo custo experimentada nos anos 80 pelo luthier Wayne Charvel e pelo guitarrista Allan Holdsworth. Possui som macio, mas sem muita consistência em termos de peso. Funciona bem com captadores de alto ganho.



Charango restaurado